saúde mental

Por que falar sobre saúde mental é importante?

Quem nunca teve a sensação de estar sob pressão, sentiu-se irritado, estressado, ansioso, dentre tantos sentimentos que podemos mencionar aqui? Essas sensações, sentimentos e pensamentos têm influência direta no nosso corpo, na nossa saúde física. Disso, você já sabia, né? 

De tantas doenças que assolam o mundo, os transtornos mentais atingem milhares de pessoas, sendo um tópico de interesse público. A população como um todo tem sido muito afetada pela depressão, excesso de ansiedade e estresse — a lista para os distúrbios psicológicos e psiquiátricos é extensa —, o que acaba sobrecarregando nossos sistemas de saúde e afetando as relações sociais como um todo.

Buscamos, de forma natural, informações que nos ajudem a manter o bem-estar físico. Por outro lado, estamos num processo de tornar a discussão sobre a nossa saúde mental algo mais comum, e ainda existem muitos tabus a serem vencidos. Um assunto, porém, não é adverso ao outro. Inclusive, a própria OMS (Organização Mundial de Saúde) preconiza que a saúde mental depende do bem-estar físico e social. 

Falar, discutir e buscar informações sobre esse assunto nos ajuda a ter atenção para o autocuidado e um olhar mais atento a quem convive conosco, auxiliando-nos na prevenção e permitindo um olhar mais apurado aos primeiros sinais de alerta, o que facilita a busca por ajuda. Afinal, é muito importante não fazer isso somente já estivermos em uma situação muito ruim. 

Outro fator importante dos cuidados com a nossa saúde mental diz respeito à nossa capacidade de conduzir bem a vida pessoal, o convívio em sociedade, nosso trabalho e decisões, entre tantos aspectos que são importantes para nos sentirmos satisfeitos e saudáveis de forma geral. Além disso, essa atenção nos permite desenvolver melhor os aspectos necessários ao autodesenvolvimento e equilíbrio emocional. 

Comece prestando atenção a si mesmo. Afinal, cuidar bem de si mesmo não é egoísmo; pelo contrário, torna você apto a apoiar o próximo, e essa reflexão pode colaborar para deixá-lo mais aberto a receber apoio, o que não é vergonha nenhuma. 

Assim, tenha clareza de que buscar cuidar da sua mente não é sinal de fraqueza, incompetência ou frescura, e sim um indicativo de responsabilidade coletiva. Além disso, uma pessoa saudável e feliz tem maior tendência a prosperar na vida pessoal e no trabalho. Pense nisso!

Como tenho alimentado minha mente?

Vivemos em uma época em que somos bombardeados por informações, seja quando as buscamos em sites de notícias, televisão e rádio, seja pelas redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter etc.) ou via WhatsApp, dentre várias outras fontes que podemos citar aqui. 

No meio de tantos dados, muito daquilo que recebemos direciona nossas ações e influencia nossos sentimentos. Diante desse cenário, ainda temos que ter cuidado redobrado com aquilo que chamamos de “fake news” e desinformação. Essa situação se torna, com frequência, fonte do aumento dos casos de ansiedade, estresse, depressão e conflitos, afetando diretamente nossa saúde mental.

Por tudo isso, é importante fazer-se as seguintes perguntas: 

  • Tenho estado atento a como essas informações me afetam? 
  • Tenho sido crítico em relação a tudo o que chega a mim? 
  • Estou tendo cuidado quando compartilho alguma notícia? 
  • Como tenho alimentado minha mente?

São muitas as perguntas a serem respondidas, mas essas foram lançadas, principalmente, para refletirmos. Portanto, já fica a primeira dica: não se cobre tanto quanto a isso. O importante é percebermos que não somos indiferentes às informações do mundo e que nossas emoções são fundamentais à construção da maneira como nos posicionamos diante das situações a que somos expostos. Não podemos ter total controle, por exemplo, neste período de enfrentamento à COVID-19. Afinal, veja quanta coisa recebemos diariamente e como tudo isso mudou drasticamente nossas rotinas!

É importante sabermos, porém, que podemos tomar alguns cuidados para amenizar os impactos dessa onda de notícias, e, abaixo, citamos um exercício para auxiliar você a identificar como elas estão afetando seu bem-estar:

  • Busque conhecer de onde veio a notícia. Conteúdos confiáveis citam suas fontes. Além disso, veja se o texto está bem escrito e se não tem exageros ou sensacionalismos;
  • Liste os principais focos da sua busca por informação. Tente começar com os 5 assuntos principais;
  • Depois dessa identificação, monte uma lista de sensações físicas ou emocionais que você tem quando acessa materiais relacionados a esses assuntos. Nesse momento, é necessário prestar atenção para fazer uma boa distinção: são mais sensações boas ou ruins?
  • A partir dessa identificação, busque focar aquilo que o mantém bem-informado, mas que não confunde sua mente ou lhe gera angústia.

À medida que você realizar esse exercício, ficará mais fácil perceber a maneira como tem alimentado sua mente, o que lhe permitirá tornar-se um agente na forma como consome os conteúdos com que entra em contato. Cuidado para não focar somente notícias ruins ou textos que apenas expressam a opinião pessoal de alguém ou de um grupo. Busque por informações que agreguem à sua qualidade de vida e tornem sua experiência emocional mais leve.

Para fechar este assunto, que pode ser tão extenso, procure relaxar alguns minutos ao dia. Nossa cabeça já vive muito ocupada com preocupações e pensamentos. Portanto, dê atenção às pessoas que são importantes para você, desligue-se um pouco, busque uma meditação, um alongamento, a leitura de um bom livro ou um hobby saudável, que o tire um pouco de todo este turbilhão. Você também pode conferir a cartilha sobre saúde mental disponibilizada pela Unimed -BH: Card Saúde Mental.

Se souber de alguém que não está sabendo lidar com o isolamento por causa da COVID-19 e que está ansioso, depressivo, agressivo, compulsivo ou com medo demais, pode indicar o site A Chave da Questão. Nele, diversos psicólogos conectados poderão ajudar essas pessoas a lidar com as próprias dificuldades. Os atendimentos são online e gratuitos.

www.achavedaquestao.com.br

Divulgue! Todos devem ficar em casa e podem ficar bem, com saúde emocional!

Colaboração: Dariane Dantas Lacerda – Analista de Desenvolvimento de Pessoas da CDL/BH.

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