Você já ouviu falar em inovação disruptiva? Entenda esse conceito!

Imagine que você utiliza um serviço que funciona da mesma forma há muito tempo. Mesmo com insatisfações dos clientes, as mudanças e inovações são apenas pontuais — até que alguém propõe virar esse serviço de ponta cabeça e construir algo novo. Assim nascem as inovações disruptivas.

Com o crescimento da Internet, diversas empresas, conhecidas como Startups, aproveitaram serviços e produtos defasados para lançar versões reconstruídas. Um exemplo de sucesso é o Uber, que trouxe menos burocracia, mais competitividade e criou um mercado dentro do transporte individual.

Neste artigo, você vai descobrir como as inovações disruptivas funcionam, como elas devem ser aplicadas aos negócios (inclusive os pequenos e médios) e como usá-las a favor do seu empreendimento.

O que é a inovação disruptiva?

O exemplo acima, do Uber, é apenas um dentro de diversos novos serviços e produtos que surgiram a partir da reformulação total de um mercado. A própria Internet, que você está utilizando para ler este texto e é indispensável na economia contemporânea, é uma inovação disruptiva.

Nesse tipo de processo, o que é mais marcante é a transformação do mercado. Além disso, elas trazem soluções que os produtos e serviços tradicionais não conseguiam apresentar aos clientes.

Em processos de inovação mais tradicionais, conhecidos como inovação contínua, há apenas algumas atualizações e mudanças que adicionam pouco valor. Um exemplo é o aperfeiçoamento no sistema de direção e câmbio de um carro.

É claro que eles podem apresentar diversos benefícios aos motoristas, mas algo realmente disruptivo seriam os veículos autônomos, que são considerados uma tendência para as próximas décadas.

Outros exemplos de inovações contínuas são o aumento da capacidade de voo de aviões, a capacidade de armazenamento de energia de uma bateria e TVs com imagens de mais qualidade.

Como o termo surgiu?

O conceito da inovação disruptiva foi criado pelo professor Clayton M. Christensen, da Harvard Business School (Escola de Negócios de Harvard, em tradução livre). Christensen, que é um dos maiores nomes quando o assunto é inovação, aborda o tema no livro O Dilema da Inovação.

Um dos pontos interessantes do conceito mostra que a inovação disruptiva corre por fora e atrai não-clientes. Ou seja, pessoas desinteressadas em um serviço podem vir a utilizá-lo depois de perceber que, agora, existem soluções simples para os seus problemas.

Como a inovação disruptiva funciona?

De acordo com Christensen, as empresas líderes em um mercado têm mais chances de manter processo de inovação contínua, sem grandes revoluções. Já as empresas que são novas em um mercado têm mais chances de propor disrupções.

Em um primeiro momento, as empresas que trabalham a partir de uma inovação disruptiva geralmente oferecem serviços e produtos de qualidade inferior. Além disso ser revertido, é preciso relativizar o que seria a qualidade inferior, já que elas se desenvolvem fora do mercado tradicional.

Vale lembrar que a inovação disruptiva também pode acontecer dentro das relações no mercado B2B, nos seus processos internos, planejamento estratégico e no modelo de negócios. Ela vai além do desenvolvimento de produtos e serviços!

Quais são os impactos da inovação disruptiva nas empresas?

A inovação disruptiva pode trazer diversos benefícios aos negócios, como aumento da competitividade e abertura de novas oportunidades. Para aplicar uma estratégia que pretende desenvolver ideias disruptivas, é importante contar com a intuição e estabelecer hipóteses.

Isso traz algum risco, é claro. Mas não significa que você deve apostar em algo sem planejamento. Como você está apostando em algo novo, faltarão dados para garantir alguma previsibilidade.

Por isso, é importante saber lidar com um cenário um pouco nebuloso no início, e estabelecer práticas de acompanhamento da satisfação do cliente. Na prática, isso significa ouvi-lo. Será que você está sendo realmente inovador e apresentando uma alternativa mais conveniente e disruptiva?

Para reduzir riscos, você deve ter alguma experiência com gerenciamento de projetos, traçar um plano para atenuar consequências negativas das suas apostas e estabelecer um novo modelo de negócio.

Por que ela deve ser aplicada aos negócios?

Conforme a tecnologia avança e as gerações se alternam no mercado consumidor, surgem demandas de novos serviços e produtos. Mas nem sempre as empresas conseguem identificá-los com precisão. Em muitos casos, os próprios clientes nunca se perguntaram sobre como as coisas poderiam ser diferentes.

Quando você escolhe uma pessoa — ou equipe — com sensibilidade de mercado e capacidade criativa de romper com o padrão, é possível começar a mapear oportunidades de inovação disruptiva e manter sua marca no mercado. Em muitos casos, a inovação traz a necessidade de uma transformação na própria identidade da marca.

Além disso, a disrupção pode ser uma ameaça. Se ela fizer parte da estratégia do seu concorrente, é possível que ele encontre oportunidades de mercado que lhe joguem para trás.

Como ela pode ser utilizada no varejo?

No caso do varejo, a inovação disruptiva apresenta um desafio: as lojas digitais têm crescido como grandes concorrentes das lojas de rua. Por isso, uma das saídas pode ser repensar a experiência das pessoas que saem de casa para fazer suas compras.

Mesmo que seja um mercado tradicional, é possível inovar no varejo, inclusive com opções disruptivas. No ranking das 50 empresas mais inovadoras do Brasil, feito pelo DOM Strategy Partners, há diversos exemplos do varejo, inclusive de vestuário, como Riachuelo e Reserva.

Todos os anos, as principais empresas do ramo reúnem-se em Nova Iorque para discutir sobre tendências na Retail’s Big Show. Em 2018, um dos pontos discutidos foi a reformulação dos PDVs (pontos de venda).

Eles têm começado a receber uma distribuição “parecida” com as dos sites. As lojas são modificadas de acordo com período, horário e movimento.

Para se adaptar às mudanças causadas em uma aposta na inovação disruptiva, é preciso contar com planos de contingência, como explicamos acima, e treinar as equipes e setores.

Agora você já sabe como surgiu e o que é a inovação disruptiva. Ela traz revoluções aos mercados, apresenta serviços que atendem ao que o consumidor realmente busca e pode ser um risco se estiver no radar de estratégias do seu concorrente. Com pesquisa, criatividade e um pouco de ousadia na hora de inovar, seu negócio pode encontrar um bom lugar ao sol!

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